Roteiro de 3 dias em Lisboa: Elevador de Santa Justa, pôr do sol no Castelo de São Jorge e as Grandes Navegações em Belém

Nossas 2 semanas em PortugalDias 1·4 · 17·20 de marçoTodos ↓Próximo: Sintra, Cabo da Roca e Cascais →Roteiro completo

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Neste post: as quatro primeiras noites da nossa viagem de 2 semanas por Portugal, todas em Lisboa. No primeiro dia, o Chiado e o Elevador de Santa Justa; no segundo, o pôr do sol no Castelo de São Jorge; no quarto, Belém e as marcas das Grandes Navegações. Está tudo em ordem de data, até a manhã do quinto dia, quando retiramos o carro alugado e deixamos Lisboa.

17 de marçodom · dia 1

  1. Chegada ao aeroporto de Lisboa e transfer até a hospedagem no Chiado
  2. Primeiro lanche no Chiado
  3. Pink Street
  4. Basílica dos Mártires, pastel de nata e expresso
  5. Elevador de Santa Justa e o mirante lá no alto
  6. Jantar de frutos do mar no Chiado

18 de marçoseg · dia 2

  1. LX Factory, almoço num restaurante ali perto e a quitanda
  2. Galeria da SNBA
  3. Castelo de São Jorge, pôr do sol e muralhas
  4. Praça da Figueira e jantar de sushi
  5. Arco da Rua Augusta e Praça do Comércio

19 de marçoter · dia 3

  1. Bate-volta a Sintra, Cabo da Roca e Cascais contado num post separado

20 de marçoqua · dia 4

  1. Deixamos as malas guardadas e fomos de táxi a Belém
  2. Mosteiro dos Jerónimos
  3. Pastel de nata na Pastéis de Belém
  4. Almoço tardio na Adega de Belém
  5. Museu Nacional dos Coches
  1. Torre de Belém
  2. Marina à beira do rio e a linha de pesca
  3. Padrão dos Descobrimentos
  4. De táxi de volta ao centro, para um hotel pequeno na Baixa

21 de marçoqui · manhã do dia 5

  1. Retirada do carro alugado numa loja no centro e partida rumo ao sul
  • QuandoDe domingo, 17, até a manhã de quinta-feira, 21 de março de 2024 (dias 1 a 5 da viagem)
  • TempoMáximas de 25 °C em 17/3, 24 °C em 18/3 e 21 °C em 20/3, sem chuva nos três dias
  • EntradasPagas · Castelo de São Jorge, claustro do Mosteiro dos Jerónimos, Museu Nacional dos Coches, Torre de Belém, mirante do Padrão dos DescobrimentosGrátis · ruas do Chiado e da Baixa, Praça do Comércio, calçadão à beira do rioOs preços estão reunidos em “Bom saber”, mais abaixo.
  • TransporteCom o Lisboa Card · Elevador de Santa Justa (parado desde setembro de 2025) · ônibus 737 até o castelo · bonde 28Táxi para ir e voltar de Belém · na manhã do dia 21, carro alugado retirado numa loja no centro
  • ReservasReservamos com antecedência o transfer do aeroporto.No Castelo de São Jorge, pagamos a entrada na hora.
  • Com quemDois adultos e uma criança
  • Onde dormimosApartamento no centro de Lisboa, com check-in sem recepção, 3 noitesNa quarta noite, um hotel pequeno na Baixa, 1 noite

Passamos as quatro primeiras noites da nossa viagem de 2 semanas por Portugal em Lisboa. Do pouso, no meio do dia 17 de março, até a manhã do dia 21, quando pegamos o carro alugado e seguimos para o sul, andamos três dias a pé pelo centro e por Belém e tiramos um dia para Sintra, Cabo da Roca e Cascais. Este post é o nosso roteiro de 3 dias em Lisboa: os dias no centro e em Belém (17, 18 e 20), na ordem em que aconteceram. O bate-volta a Sintra, Cabo da Roca e Cascais, no dia 19, ganhou um post só dele, e este aqui termina na manhã do dia 21, com o carro alugado saindo de Lisboa.

17/3 · dia 118/3 · dia 220/3 · dia 4Esquema · distâncias e direções reais são um pouco diferentesCentro · Chiado, Baixa e a colina do castelorio Tejo1Pink Street2Basílica dos Mártires3Elevador de Santa Justa1Castelo2Praça da Figueira3Arco da Rua Augusta4Praça do Comércio▼ uns 6 km a oeste, de táxi até BelémBelém · as marcas das Grandes Navegaçõesrio Tejo1Mosteiro dos Jerónimos2Pastéis de Belém3Coches4Torre de Belém5Marina · pesca6Padrão dos Descobrimentos

Esquema dos três dias em Lisboa · a LX Factory e a SNBA (dia 2) ficam fora do mapa, e Sintra, Cabo da Roca e Cascais (dia 3) estão num post separado

Primeira tarde: Chiado e Baixa, sem rumo

Pousamos em Lisboa perto da hora do almoço e, com o transfer que tínhamos reservado, levamos uns 30 minutos até a hospedagem no Chiado. Não montamos roteiro para o primeiro dia: deixamos as malas e saímos andando para onde os pés levassem. Como chegar do aeroporto ao centro está logo abaixo, e o que preparamos de carro, chip e cartões ficou no post sobre transporte e preparativos em Portugal.

Só pela previsão, com aqueles números de temperatura, era difícil imaginar como estaria o dia, mas na rua o céu estava limpo e o tempo, ótimo para caminhar. Nas lojas e nos restaurantes, depois de fechar a conta, as pessoas ainda diziam uma ou duas palavras gentis. Foi esse detalhe que ficou como a primeira impressão de Lisboa.

A primeira coisa que comemos em Portugal foi um croquete de carne; depois vieram um frango muito gostoso e um pastel de nata docinho.

Depois de umas comprinhas no Chiado, passamos pela Pink Street (Rua Nova do Carvalho), com o chão pintado de rosa. Nas ruelas ali perto, guarda-chuvas coloridos ficavam pendurados em fila por cima das nossas cabeças.

Nos dias em Lisboa, sempre que aquela rua rosa aparecia, sabíamos que estávamos perto da hospedagem. Ela virou o nosso ponto de referência para não nos perdermos.

Pink Street, a rua de chão rosa, no primeiro dia do nosso roteiro de 3 dias em Lisboa
Pink Street, a rua de chão rosa, no primeiro dia do nosso roteiro de 3 dias em Lisboa

Pastel de nata, expresso e uma igreja

No fim da tarde, subimos a Rua Garrett, no Chiado, e entramos rapidinho na Basílica de Nossa Senhora dos Mártires. Ao sair, pedimos pastel de nata e expresso numa casa ali perto.

Nesta viagem, comemos pastel de nata o tempo todo. Parávamos em toda casa que aparecia pela frente para comprar um, sempre com um expresso do lado: era o nosso jeito. Não erramos em nenhum lugar, e nosso filho gostou tanto que quis descobrir a diferença de sabor entre uma casa e outra. Tudo o que comemos em Portugal, inclusive as compras no supermercado, está no post o que comer em Portugal.

Bandeja com pastéis de nata e pães recém-saídos do forno
Bandeja com pastéis de nata e pães recém-saídos do forno
Pastel de nata e expresso
Pastel de nata e expresso

Do aeroporto ao centro

Reservamos o transfer do aeroporto com antecedência. Do saguão de desembarque até a porta da hospedagem no Chiado foram uns 30 minutos, e, com muita mala e uma criança, pelo menos no primeiro dia foi cômodo ter um carro que nos deixasse na porta. Também dá para ir de metrô, e quem tem o Lisboa Card pode usar o cartão no metrô.

Chip

Um pedaço da primeira tarde foi para comprar chip numa loja da Vodafone no centro. Compramos dois, um para cada adulto, com dados para as 2 semanas.

Elevador de Santa Justa, Lisboa na primeira noite

Perto das 19h, descemos para a Baixa e paramos em frente ao Elevador de Santa Justa. É o elevador de ferro que liga a Baixa, embaixo, ao Largo do Carmo, no alto da colina. Foi projetado por Raoul Mesnier du Ponsard, conhecido como discípulo de Eiffel, e, quando foi inaugurado, em 1902, era um meio de transporte para circular pela cidade. Só que ele está parado desde setembro de 2025 e hoje não dá para subir (veja “Parado no momento”, mais abaixo).

Com a noite, a estrutura de ferro se acendeu. Subimos na cabine antiga, toda de madeira, e, lá do mirante no topo, as ruas retas da Baixa se estendiam aos nossos pés e, na colina em frente, brilhavam as luzes do Castelo de São Jorge. Foi justamente esse castelo que fomos ver no pôr do sol do dia seguinte.

Do mirante, uma escada em caracol estreita leva a um último patamar, aberto para todos os lados. Ficamos um bom tempo olhando a cidade lá de cima e depois saímos pela passagem do alto, em direção ao Largo do Carmo.

O Elevador de Santa Justa visto de baixo
O Elevador de Santa Justa visto de baixo
A cabine de madeira do elevador
A cabine de madeira do elevador
As ruas da Baixa e o castelo no alto da colina, vistos do mirante
As ruas da Baixa e o castelo no alto da colina, vistos do mirante
A escada em caracol que sobe até o topo
A escada em caracol que sobe até o topo
A Rua de Santa Justa, reta, lá embaixo do mirante
A Rua de Santa Justa, reta, lá embaixo do mirante
O elevador e a passagem para o lado do Carmo, vistos do alto
O elevador e a passagem para o lado do Carmo, vistos do alto
Arco de pedra perto da saída superior do elevador
Arco de pedra perto da saída superior do elevador

Como chegar

A entrada de baixo, do lado da Baixa, fica na Rua de Santa Justa. Quem vem a pé do Chiado ou do Largo do Carmo chega direto ao mirante pela passagem do alto.

Parado no momento

  • Está parado desde setembro de 2025. Segundo a imprensa, ele deve reabrir em janeiro de 2027, mas a Carris, empresa que opera o elevador, ainda não confirmou a data. Em outubro de 2026, o site oficial da Carris também informava que o mirante do topo está fechado temporariamente. Se você pretende ir, confira antes nos avisos da Carris se ele está funcionando.
  • Quando funciona, é uma linha da Carris, então dá para subir com o Lisboa Card. O mirante do topo não está incluído no cartão e é cobrado à parte (informações da Visit Lisboa, conferidas em outubro de 2026).
  • Uma vista parecida você tem no Miradouro de São Pedro de Alcântara, acima do Chiado, de onde se veem a Baixa e o castelo juntos. O Elevador da Glória, que subia até esse mirante, também está parado desde o acidente de setembro de 2025, então hoje é preciso subir a pé.

Quanto tempo ficamos

Quando fomos, em março de 2024, a fila estava longa: entramos nela por volta das 19h05 e só embarcamos na cabine perto das 20h, quase 50 minutos de espera. Subimos com o Lisboa Card. Somando a fila, da chegada à entrada até a saída do mirante, foi cerca de 1h15.

Dicas

  • O melhor horário para nós foi do fim da tarde até a noite. A Baixa iluminada e o Castelo de São Jorge aparecem de uma vez só.
  • A escada em caracol acima do mirante é estreita. Melhor subir de mãos dadas com a criança.
  • A saída do alto dá no Largo do Carmo, então na volta é fácil seguir a pé para o Chiado.

Jantar de frutos do mar no Chiado

Jantamos no Sacramento do Chiado, um restaurante de frutos do mar. O arroz de marisco, o arroz de frutos do mar à portuguesa, vem bem molhadinho, parecendo um ensopado de frutos do mar com arroz, e tinha um gosto familiar para nós. Pedimos também amêijoas (um tipo de vôngole) com alho e coentro.

Amêijoas feitas no alho
Amêijoas feitas no alho
Arroz de marisco bem molhadinho
Arroz de marisco bem molhadinho

Para o nosso filho, esse jantar de frutos do mar foi o melhor momento do dia.

A senhora que nos atendeu foi um amor. Ao anotar o pedido e ao trazer os pratos, sempre tinha uma ou duas palavras carinhosas a mais, e com nosso filho foi ainda mais atenciosa, olhando nos olhos dele. Essa gentileza de dizer sempre uma palavrinha a mais foi uma das coisas de que mais gostamos em Portugal.

Segundo dia: LX Factory e a galeria da SNBA

Segunda-feira é o dia em que os museus e monumentos nacionais de Lisboa fecham. Por isso, no segundo dia escolhemos lugares abertos e fomos com calma. Começamos o fim da manhã com pastel de nata e café numa cafeteria.

A LX Factory é um antigo complexo fabril que hoje reúne lojinhas charmosas e restaurantes. Almoçamos bacalhau e pato no O Escorpião, um restaurante de bairro ali perto. Veio tanto vinho para o preço que conferimos de novo se o pedido tinha entrado certo.

A região de Alcântara, onde fica a LX Factory, recebe turistas, mas continua com cara de bairro: velhas garagens de bonde e casas antigas coloridas, uma atrás da outra. O céu, nublado de manhã, abriu na hora do almoço.

Perto do restaurante havia uma quitanda de bairro, pequena, com vasos de planta e caixas de frutas na calçada. A luz do meio-dia batendo na banca de melancias cortadas ao meio e de mamão-papaia ficou como uma cena quentinha na memória. Compramos morangos e tangerinas, e nosso filho ficou todo animado para comer morangos do tamanho de um punho.

À tarde, passamos pela SNBA (Sociedade Nacional de Belas Artes), que estava aberta. Por acaso, havia uma exposição pelos 50 anos da Revolução dos Cravos, de 25 de abril de 1974 (50 Anos de Abril na SNBA). Vimos a mostra rapidinho e descansamos numa padaria ali perto, com doces e bebidas.

Mural pintado no pilar de uma ponte, a caminho da LX Factory
Mural pintado no pilar de uma ponte, a caminho da LX Factory
A banca da quitanda onde paramos depois do almoço
A banca da quitanda onde paramos depois do almoço

Castelo de São Jorge, o pôr do sol sobre o Tejo

No fim da tarde, fomos ao Castelo de São Jorge, aquele que tínhamos visto na véspera lá do mirante do Elevador de Santa Justa. Pegamos um ônibus com o Lisboa Card, subimos uma colina bem íngreme e descemos em frente à entrada. Na época, o castelo não estava incluído no Lisboa Card, então pagamos a entrada na hora.

Dentro e em volta do castelo havia pavões, muitos pavões. Foi lá que descobrimos que o pavão sobe em árvore alta e descansa nos galhos. O canto deles era tão alto e escandaloso que turistas de todo canto, nosso filho incluído, ficavam imitando.

Um portão antigo no caminho para o castelo
Um portão antigo no caminho para o castelo
Pavão andando pelo chão de pedra
Pavão andando pelo chão de pedra
Pavão empoleirado num galho de pinheiro
Pavão empoleirado num galho de pinheiro

Como tínhamos lido que as muralhas e as torres fecham logo depois do pôr do sol, subimos correndo antes de o sol se pôr. Entre um trecho e outro da muralha havia canhoneiras, aberturas feitas para apontar canhões e armas de fogo quando o inimigo atacava.

O sol se pôs por volta das 18h40, do outro lado do Tejo. Por cima da muralha, o centro de Lisboa e o rio ficaram todos avermelhados.

Pôr do sol sobre o Tejo, visto do castelo
Pôr do sol sobre o Tejo, visto do castelo

Quando o sol foi baixando, me escapou um “nossa, que lindo”. A luz alaranjada se espalhava pelos telhados cor de laranja e o céu vermelho descia sobre eles, criando um clima que só existe ali. Lá de cima dava para ver a cidade inteira, e nosso filho passou um tempão procurando, no meio daqueles telhados, onde estaria a nossa hospedagem.

A cidade alaranjada até a ponte sobre o Tejo
A cidade alaranjada até a ponte sobre o Tejo
O momento em que o sol desce atrás dos telhados
O momento em que o sol desce atrás dos telhados

Andando pela muralha, ficamos um bom tempo conversando como se tivéssemos voltado àquela época. As primeiras muralhas desta colina foram erguidas por volta do século X, quando os muçulmanos governavam a Península Ibérica. Em 1147, Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, tomou o castelo depois de cercar Lisboa por quase quatro meses, com cavaleiros do norte da Europa que passavam por ali a caminho da Segunda Cruzada. No século XIV, vieram as tropas do vizinho reino de Castela, e o castelo e a cidade resistiram várias vezes, em 1373 e em 1383–1384.

Quando contei ao nosso filho a história das canhoneiras que tínhamos visto, ele começou a apresentar, uma por uma, as estratégias que usaria para segurar o inimigo subindo a colina. Passou mais de duas horas tirando ideias da cabeça e, no dia seguinte, continuou o assunto.

A bandeira de Portugal tremulando sobre a muralha
A bandeira de Portugal tremulando sobre a muralha

Deixamos o castelo já escurecendo e compramos sorvete numa lojinha.

Torre de vigia e telhados vistos da muralha
Torre de vigia e telhados vistos da muralha
Um canhão antigo na muralha, depois do pôr do sol
Um canhão antigo na muralha, depois do pôr do sol

Como chegar

Da Baixa até o castelo a subida é bem íngreme, então subimos de ônibus com o Lisboa Card e descemos de ônibus também. Na ida, pegamos no ponto da Sé o ônibus 737, com “737 CASTELO” no letreiro. O 737 sai da Praça da Figueira, passa pela Sé e vai até logo abaixo do castelo. Para quem sobe a pé, o site oficial do castelo indica os elevadores públicos do Castelo e do Chão do Loureiro, no centro, para encurtar a subida (conferido em outubro de 2026).

Quanto tempo ficamos

Do portão de entrada até comprar o sorvete e descer, ficamos cerca de 1h10. Para ver o pôr do sol e as muralhas, o melhor é chegar de 30 minutos a 1 hora antes de o sol se pôr.

Dicas

  • De março a outubro o castelo abre até as 21h, mas as muralhas e as torres podem fechar antes, entre 18h e 21h, conforme o horário do pôr do sol. Se deixar para subir na muralha depois do pôr do sol, pode ser tarde.
  • Há muitos pavões dentro e em volta do castelo. Vale reparar também nos que ficam empoleirados nos galhos.

Praça da Figueira e jantar de sushi

Descendo do castelo, chegamos à Praça da Figueira. No meio da praça há a estátua de um rei a cavalo, e, de noite, a praça estava ampla e vazia. Demos uma olhada rápida na Igreja de São Nicolau, ali perto, e fomos jantar.

Lisboa tinha restaurante de sobra, mas nosso filho queria porque queria comer sushi naquele dia. Como tínhamos visto o KIKU Sushi no caminho para o castelo, fomos lá. O sushi estava ótimo, e todo mundo comeu satisfeito.

A Praça da Figueira e a estátua equestre, à noite
A Praça da Figueira e a estátua equestre, à noite
Os rolinhos de sushi que comemos no KIKU Sushi
Os rolinhos de sushi que comemos no KIKU Sushi

Pelo Arco da Rua Augusta até a Praça do Comércio

Depois do jantar, seguimos pela avenida principal da Baixa e passamos pelo Arco da Rua Augusta. Ele foi feito na reconstrução da cidade depois do grande terremoto de Lisboa, em 1755, e ficou pronto em 1875.

Atravessando o arco, abre-se a Praça do Comércio, colada no Tejo. É uma praça tão grande que dá uma sensação de alívio no peito, e até os passos do nosso filho ficaram mais leves. Ele adorava praças grandes assim, e essa, sem carros e sem muita gente à noite, era perfeita para correr à vontade.

Na praça, um rapaz vendia um brinquedo de hélice que, lançado com um elástico, desce girando e piscando luz de LED. Passamos, vimos o vendedor lançando as luzes para o alto e compramos um naquela hora. Por ser lugar turístico, o preço era um pouco mais salgado, mas o vendedor foi muito simpático. Nosso filho pegou o jeito rapidinho e repetiu mil vezes: lançava, corria e pegava. Demos uma olhada rápida no Cais das Colunas, à beira do rio, e mesmo assim voltamos à praça para lançar a hélice até o fim da noite.

A Praça do Comércio e o Arco da Rua Augusta, à noite
A Praça do Comércio e o Arco da Rua Augusta, à noite
O brinquedo de hélice com LED que compramos na Praça do Comércio
O brinquedo de hélice com LED que compramos na Praça do Comércio
Nosso filho lançando a hélice na praça enorme
Nosso filho lançando a hélice na praça enorme

19 de março No terceiro dia, saímos de Lisboa e rodamos Sintra, Cabo da Roca e Cascais num dia só. Esse dia está num post separado.

Quarto dia: do centro para Belém

No dia 20 de março, o quarto dia em Lisboa, fomos a Belém, que tínhamos deixado separado para esse dia. Belém é o bairro a oeste do centro, ao longo do Tejo, onde se concentram as marcas das Grandes Navegações. Vimos o túmulo de Vasco da Gama no Mosteiro dos Jerónimos, comemos pastel de nata na casa conhecida como a original, passamos pelo Museu dos Coches e pela Torre de Belém e, com o sol já baixando, caminhamos pela beira do rio até o Padrão dos Descobrimentos.

Quando penso no que mais gostei em Portugal, as Grandes Navegações e Vasco da Gama sempre entram na lista. E Belém é o lugar onde há mais marcas dessa época.

Era o dia de sair do apartamento no centro. Como o check-in era sem recepção, não tinha onde deixar as malas, então usamos um aplicativo de guarda-volumes e deixamos tudo num lugar ali perto. O motorista do táxi que levou as malas fez questão de dar uma voltinha pela beira do rio para nos mostrar a vista. Pela janela passaram o calçadão e as praças num dia de sol e as casas amontoadas nas colinas.

Terminada a parte da manhã, fomos de táxi a Belém e descemos em frente ao Mosteiro dos Jerónimos por volta das 12h45.

As casas no alto da colina, vistas da beira do rio
As casas no alto da colina, vistas da beira do rio

Como chegar

Do centro a Belém passa o bonde 15E. Ele sai da Praça da Figueira, passa pelo Cais do Sodré e, em Belém, para nas paradas “Mosteiro Jerónimos” e “Belém” (Museu dos Coches) (site oficial da Carris, conferido em outubro de 2026). Com o Lisboa Card, dá para usar os bondes da cidade.

Nós fomos e voltamos de Bolt.

Dicas

O Mosteiro dos Jerónimos, o Museu Nacional dos Coches e a Torre de Belém fecham às segundas. O Padrão dos Descobrimentos e a Pastéis de Belém abrem também às segundas. Para Belém, é melhor montar o roteiro fugindo da segunda-feira.

Mosteiro dos Jerónimos, onde descansa Vasco da Gama

O primeiro lugar que visitamos em Belém foi o Mosteiro dos Jerónimos. Foi construído no reinado de D. Manuel I para celebrar a viagem bem-sucedida de Vasco da Gama, e dizem que levou uns 100 anos para ficar pronto. A decoração em estilo manuelino, com motivos do mar e da navegação, é rica e imponente. Junto com a Torre de Belém, é Patrimônio Mundial da UNESCO.

Entramos primeiro na igreja. Lá dentro estão os túmulos de Vasco da Gama e do poeta Luís de Camões. Pensar que aqueles dois nomes, que eu só conhecia dos livros, estavam descansando ali mesmo me deu uma sensação diferente.

O altar da igreja do Mosteiro dos Jerónimos
O altar da igreja do Mosteiro dos Jerónimos
Os túmulos de Vasco da Gama e de Camões, na igreja
Os túmulos de Vasco da Gama e de Camões, na igreja

Depois da igreja, percorremos o claustro, de dois andares, em cima e embaixo. Cada coluna e cada arco é coberto de entalhes minuciosos.

O claustro do Mosteiro dos Jerónimos, visto do andar de cima
O claustro do Mosteiro dos Jerónimos, visto do andar de cima
A abóbada de um arco do claustro
A abóbada de um arco do claustro
Ornamento redondo numa coluna do claustro
Ornamento redondo numa coluna do claustro

Quanto tempo ficamos

Chegamos por volta das 12h45 e saímos lá pelas 14h30. Ver a igreja e o claustro inteiros levou quase duas horas (pelo horário das fotos).

Ingresso do Mosteiro dos Jerónimos

Foi onde passamos mais tempo em Belém. Dá para comprar o ingresso antes.

Pastéis de Belém e um almoço tardio

Andando um pouco para o leste a partir do mosteiro, chega-se à Pastéis de Belém, a casa conhecida como a original, que desde 1837 assa os pastéis com a antiga receita do mosteiro.

Entramos na fila por volta das 14h50. Não esperamos muito: pegamos os pastéis e comemos ali mesmo, na frente da loja. Em Portugal, o pastel de nata era gostoso em qualquer lugar; o da casa original tinha a massa um pouco mais crocante.

Depois do pastel, fomos almoçar tarde na Adega de Belém, ali perto. Pedimos um prato de batata com carne de porco e amêijoas e sardinhas assadas.

Sardinhas assadas e o prato de porco com amêijoas
Sardinhas assadas e o prato de porco com amêijoas

Museu Nacional dos Coches

Depois do almoço, caminhamos para o leste até o Museu Nacional dos Coches. Dizem que o museu foi aberto em 1905 com as carruagens reunidas pela rainha D. Amélia. Fiquei surpreso com o tamanho. Somando todas as carruagens que vi na vida, e talvez todas as que ainda vou ver, acho que não chegaria à quantidade e à variedade que vimos ali. Carruagens enormes e luxuosas, com tantos ornamentos e símbolos entalhados, foram além de tudo o que eu imaginava sobre o mundo das carruagens.

Carruagem com ornamentos dourados
Carruagem com ornamentos dourados
Carruagem com entalhes, vista de frente
Carruagem com entalhes, vista de frente

Quanto tempo ficamos

Entramos um pouco antes das 16h e ficamos uns 30 minutos (pelo horário das fotos). Até a Torre de Belém, chamamos um Bolt.

Torre de Belém, a fortaleza na foz do rio

A Torre de Belém fica na foz do Tejo, onde o rio encontra o Atlântico. É uma torre-fortaleza do começo do século XVI, erguida para proteger a entrada do rio, e dizem que também foi construída no reinado de D. Manuel I para celebrar a expedição de Vasco da Gama. Servia para defesa e vigilância e também foi usada como prisão para presos políticos.

Chegamos por volta das 16h40 e entramos na fila. A escada para subir lá dentro é estreita, então a entrada é feita em grupos, e a fila se forma com facilidade. Enquanto esperávamos, nosso filho foi e voltou várias vezes até a beira do rio, para ver se aparecia alguma coisa na água.

Entramos na torre pouco depois das 17h. Do terraço lá no alto, víamos o Tejo e a outra margem, e, por uma janela estreita, passou um veleiro branco.

A Torre de Belém vista da areia, à beira do rio
A Torre de Belém vista da areia, à beira do rio
Um veleiro passando do outro lado da janela da torre
Um veleiro passando do outro lado da janela da torre

Mais tarde, nosso filho desenhou um castelo inspirado no Castelo de São Jorge e contou que a ponte, igual às de parque de diversões, tinha sido inspirada aqui, na Torre de Belém.

Quanto tempo ficamos

Uns 25 minutos de fila e uns 30 minutos dentro da torre (pelo horário das fotos). Ela fecha às 17h30, então, se for no fim da tarde, reserve tempo de sobra contando a fila.

Peixes na marina e a linha de pesca

Da Torre de Belém até o Padrão dos Descobrimentos, fomos a pé pela beira do rio. No caminho passamos por uma marina com iates atracados, e nosso filho ficou hipnotizado pelos cardumes na água. Entre os barcos dava para ver dezenas de peixes grandes. Foi praticamente a única vez na viagem em que ele insistiu por alguma coisa: pescar.

No fim, tiramos a linha de pesca que tínhamos levado e jogamos a linha num outro ponto da margem, ao lado da marina. Mas o chumbo voou para um lugar nada a ver e não deu mais para pescar. Ele não conseguiu esconder a decepção.

A margem do Tejo onde tentamos jogar a linha de pesca
A margem do Tejo onde tentamos jogar a linha de pesca

Padrão dos Descobrimentos, os rostos das Grandes Navegações

O Padrão dos Descobrimentos foi erguido em 1960; para Belém, é um monumento bem recente. Nos dois lados do monumento em forma de proa estão esculpidas 33 figuras que abriram as Grandes Navegações, com o Infante D. Henrique à frente. Por volta das 18h15, a luz de fim de tarde deixava o monumento amarelado.

Como eu tinha jogado, quando criança, um videogame sobre as Grandes Navegações, aqueles nomes não me eram estranhos. Foi uma época importante, que deixou marcas no Ocidente e em vários cantos do mundo, e fiquei pensando no tamanho dessa glória do passado para os portugueses.

Figuras das Grandes Navegações esculpidas na lateral do monumento
Figuras das Grandes Navegações esculpidas na lateral do monumento
O Padrão dos Descobrimentos ao entardecer, visto do outro lado da marina
O Padrão dos Descobrimentos ao entardecer, visto do outro lado da marina

Quanto tempo ficamos

A partir das 18h15, mais ou menos, passamos pouco mais de 20 minutos dando a volta no monumento (pelo horário das fotos). Para ver por fora, não precisa de ingresso.

O Mosteiro dos Jerónimos visto do outro lado da rua, na saída de Belém
O Mosteiro dos Jerónimos visto do outro lado da rua, na saída de Belém

Uma noite num hotel pequeno na Baixa

Pouco depois das 18h30, voltamos de Bolt para o centro. Pegamos as malas que tínhamos deixado de manhã e fomos para o hotel pequeno na Baixa onde passaríamos aquela noite, bem ao lado do Elevador de Santa Justa, que tínhamos subido no primeiro dia. Quando decidimos ficar mais um dia em Lisboa, reservamos no mesmo dia um lugar bem no meio do centro, prático para sair na manhã seguinte.

Por causa de um problema no sistema, esperamos um bom tempo pelo check-in, e o cartão do quarto falhou duas vezes, mas em todas as vezes os funcionários nos ajudaram com muita simpatia. O quarto era pequeno.

Jantamos polvo e arroz de frutos do mar ali perto, na Baixa. À noite, ainda fomos ao Burger King perto do hotel: a coleção de brinquedos do Burger King que nosso filho tinha começado na véspera, em Cascais, estava a todo vapor.

Um Burger King numa rua da Baixa, à noite
Um Burger King numa rua da Baixa, à noite

Hospedagem na Baixa e no Chiado

A região perto do Elevador de Santa Justa e do Rossio é boa para andar a pé. Não é o hotel onde ficamos.

Quinto dia: o carro alugado e a saída de Lisboa

Na manhã de 21 de março, juntamos as malas no hotel e fomos à loja de aluguel de carros no centro (Europcar, Lisbon Downtown). O horário de retirada no contrato era 10h48. O carro era um Toyota, e com ele rodamos Portugal até devolvê-lo no Porto, em 26 de março.

Deixar a cidade agitada rumo a outros lugares deu um pouco de saudade e, ao mesmo tempo, curiosidade pelas paisagens que viriam. Era também a hora de sair de um bairro que, em poucos dias, já tinha ficado familiar.

Saindo de Lisboa, o primeiro destino foi a costa do Algarve, no sul. O resto da viagem está no roteiro completo de 2 semanas em Portugal, e o carro devolvido em outra cidade e os preparativos, no post sobre transporte e preparativos.

Como circulamos pelo centro de Lisboa

Lisboa foi construída sobre sete colinas, então é sobe e desce o tempo todo. No centro, andamos quase sempre a pé. Chiado, Baixa e Largo do Carmo ficam a uma caminhada um do outro; para as subidas mais íngremes e lugares mais longe, como Belém, pegamos ônibus e táxi. Carro alugado, eSIM, cartões e outros preparativos de transporte estão no post sobre transporte e preparativos em Portugal.

Lisboa Card

O Lisboa Card vale para o metrô de Lisboa, os ônibus, bondes e elevadores da Carris e os trens da CP para Sintra e Cascais, além de dar entrada em dezenas de museus e atrações. Há versões de 24, 48 e 72 horas, e o tempo começa a contar a partir do primeiro uso. Há preço de adulto (a partir de 16 anos) e de criança (de 4 a 15 anos), e menores de 4 anos não pagam (Visit Lisboa e páginas de venda de ingressos, conferido em outubro de 2026). Dependendo de onde você compra, o voucher comprado antes precisa ser trocado pelo cartão físico num posto Ask Me Lisboa, como o do desembarque do aeroporto. Nós usamos o cartão no Elevador de Santa Justa, no ônibus 737, que sobe até o castelo, e no bonde 28.

Hoje, a mesma página de venda inclui o Castelo de São Jorge, e também informa que dá entrada no Mosteiro dos Jerónimos, na Torre de Belém e no Museu Nacional dos Coches (site de venda do Lisboa Card, conferido em outubro de 2026). Mas lá também consta que crianças de 13 a 15 anos precisam de ingresso à parte para o castelo, então, se for com alguém dessa idade, vale conferir na hora da compra.

Lisboa Card

Se a ideia é pegar metrô, ônibus e bonde várias vezes por dia e ainda entrar em atrações como o castelo, um cartão só resolve tudo. Ele vale também para o trem da CP até Sintra, e hoje a tabela oficial do castelo mostra entrada grátis com o cartão de adulto (conferido em outubro de 2026).

Bolt

Quando a subida pesava ou o lugar era um pouco longe, chamávamos um Bolt. Para ir e voltar de Belém, também fomos de Bolt. Em Lisboa e no Porto, achamos as corridas bem baratas (em março de 2024).

Bom saber

Horários e preços

Castelo de São Jorge

  • Mar. a out.9h–21h última entrada 20h30
  • Nov. a fev.9h–18h última entrada 17h30
  • Muralhas e torresNo verão, fecham antes, entre 18h e 21h, conforme o pôr do sol; no inverno, às 17h30
  • Fechado1º de janeiro, 1º de maio, 24, 25 e 31 de dezembro
  • PreçosAdulto € 17, 65 anos ou mais € 14, 13 a 25 anos € 8,50, até 12 anos grátis, Lisboa Card (adulto) grátis
  • Compra antecipadaO único ponto de venda online oficial é a BOL (Bilheteira Online)

Elevador de Santa Justa

  • FuncionamentoParado desde setembro de 2025, reabertura prevista para janeiro de 2027 segundo a imprensa, sem confirmação da Carris
  • Antes de irConfira nos avisos da Carris se está funcionando

Mosteiro dos Jerónimos

  • ClaustroTer. a dom., 9h30–17h30 última entrada 17h, bilheteria fecha às 16h30
  • IgrejaTer. a sáb., 10h30–17h; domingos e feriados religiosos, 14h–17h
  • FechadoSegundas, 1º de janeiro, domingo de Páscoa, 1º de maio, 13 de junho, 25 de dezembro
  • PreçosClaustro € 18, até 12 anos grátis, 50% de desconto para 13 a 24 anos, 65 anos ou mais e famílias com filhos menores de idade

Museu Nacional dos Coches

  • FuncionamentoTer. a dom., 10h–18h
  • FechadoSegundas, 1º de janeiro, 1º de maio, domingo de Páscoa, 13 de junho, 25 de dezembro
  • Preços€ 15, até 12 anos grátis, 50% de desconto para 13 a 24 anos, 65 anos ou mais e famílias com filhos menores de idade
  • EndereçoO prédio novo na Avenida da Índia, 136; o antigo Picadeiro Real está fechado para obras

Torre de Belém

  • FuncionamentoTer. a dom., 9h30–17h30
  • FechadoSegundas, 1º de janeiro, domingo de Páscoa, 1º de maio, 13 de junho, 25 de dezembro
  • Preços€ 15, até 12 anos grátis, 50% de desconto para 13 a 24 anos, 65 anos ou mais e famílias com filhos menores de idade

Padrão dos Descobrimentos

  • Mar. a set.Todos os dias, 10h–19h última entrada 18h30
  • Out. a fev.Todos os dias, 10h–18h última entrada 17h30
  • Fechado1º de janeiro, 1º de maio, 24, 25 e 31 de dezembro
  • Preços€ 10 (mirante, exposição e filme), 13 a 25 anos € 5 (exceto moradores da cidade de Lisboa), menores de 12 anos grátis

Pastéis de Belém

  • FuncionamentoTodos os dias, 8h–21h; de julho a setembro, até as 22h
  • Fecha mais cedo24, 25 e 31 de dezembro e 1º de janeiro, às 19h
  • EndereçoRua de Belém, 84–92

Conferido em outubro de 2026 nos sites oficiais de cada lugar e nas informações da Visit Lisboa. Preços e horários podem mudar.

Palavras

  • Pastel de nata A tortinha de creme portuguesa: massa folhada crocante, em camadas, recheada de creme de ovos e assada
  • Arroz de marisco O arroz de frutos do mar à portuguesa, cozido com bastante caldo e servido bem molhadinho
  • Canhoneira Abertura na muralha por onde se apontavam canhões ou armas de fogo

Perguntas e respostas

Como ir do aeroporto de Lisboa ao centro?

Nós reservamos um transfer antes e levamos uns 30 minutos até a hospedagem no Chiado. Também dá para ir de metrô, mas, com muita bagagem ou com criança, no primeiro dia é cômodo um carro que deixe na porta.

O Lisboa Card dá entrada no Castelo de São Jorge?

Quando fomos, em março de 2024, não dava, e pagamos a entrada à parte. Em outubro de 2026, a tabela oficial do castelo mostrava entrada grátis com o Lisboa Card de adulto. Até 12 anos a entrada já é grátis, e, segundo as informações, crianças de 13 a 15 anos precisam de ingresso à parte para o castelo.

A que horas chegar ao Castelo de São Jorge para ver o pôr do sol?

No dia em que fomos, em meados de março, o sol se pôs por volta das 18h40. As muralhas e as torres podem fechar antes, de acordo com o pôr do sol, então o mais tranquilo é entrar de 30 minutos a 1 hora antes, subir primeiro na muralha e depois ver o pôr do sol.

Dá para subir no Elevador de Santa Justa hoje?

Ele está parado desde setembro de 2025. Segundo a imprensa, ele deve reabrir em janeiro de 2027, mas a Carris ainda não confirmou a data. Em outubro de 2026, o site oficial da Carris também informava que o mirante do topo está fechado temporariamente. Confira os avisos da Carris antes de ir. Enquanto isso, do Miradouro de São Pedro de Alcântara, acima do Chiado, dá para ver a Baixa e o castelo juntos (informações da Visit Lisboa, conferidas em outubro de 2026).

Como ir do centro de Lisboa a Belém?

O bonde 15E sai da Praça da Figueira e para no ponto “Mosteiro Jerónimos”. Nós fomos e voltamos de Bolt.

Meio dia basta para Belém?

Chegamos por volta das 12h45 e saímos lá pelas 18h30. Mosteiro, pastel de nata, almoço, Museu dos Coches, Torre de Belém e Padrão dos Descobrimentos levaram umas seis horas. Dependendo das filas do mosteiro e da torre, pode levar mais.

Vale ir a Belém numa segunda-feira?

O Mosteiro dos Jerónimos, o Museu dos Coches e a Torre de Belém fecham às segundas. Nesse dia, sobram o Padrão dos Descobrimentos, a Pastéis de Belém e o passeio à beira do rio.

A fila da Pastéis de Belém é demorada?

Quando fomos, numa tarde de dia de semana em março, por volta das 15h, não esperamos muito na fila para viagem (pelo horário das fotos). A casa abre todos os dias às 8h.

Quantos dias ficar em Lisboa?

Ficamos quatro noites. Andamos dois dias pelo centro e um dia por Belém, e tiramos um dia para os lados de Sintra. Mesmo com criança, os dias não ficaram apertados, e Lisboa e arredores têm tanta coisa para ver que teria valido ficar mais.

Resumo do roteiro de 3 dias em Lisboa

  • Quanto tempoQuatro noites em Lisboa. Dois dias no centro, um dia em Sintra (post separado) e cerca de 6 horas em Belém (chegada ao mosteiro às 12h45, saída do Padrão dos Descobrimentos às 18h30)
  • TransporteA pé no centro, ônibus com o Lisboa Card nas subidas mais íngremes, Bolt para Belém
  • Para quemFamílias indo a Lisboa pela primeira vez, que queiram um dia andando pelo centro, um dia vendo o pôr do sol no castelo e um dia seguindo as marcas das Grandes Navegações
  • Se voltássemosNuma cidade nova, reservar só o essencial e, no resto, andar para onde os pés levarem. Foi assim que Lisboa foi ótima para nós

Nossos dias em Lisboa começaram com uma mordida num pastel de nata. O castelo que vimos na colina lá do alto do elevador, na primeira noite, nós subimos na tarde seguinte para ver o pôr do sol, e a noite na Praça do Comércio ficou marcada pelas corridas do nosso filho atrás da hélice. No quarto dia, passamos o dia em Belém seguindo as marcas que Portugal deixou ao abrir as Grandes Navegações. Quem viaja pelo mundo acaba encontrando rastros de Portugal em muitos lugares, e passar um dia na foz do rio de onde tudo isso partiu deixou uma impressão que durou muito depois da viagem. Na manhã do quinto dia, pegamos o carro alugado e seguimos para o sul, encerrando a parte de Lisboa. Numa cidade nova, eu gosto de reservar só o que é indispensável e, no resto, sair andando para onde os pés levarem. Lisboa foi exatamente assim, e por isso foi tão boa.

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Fontes consultadas 12 fontes

Nossas 2 semanas em PortugalVer o roteiro completo →

  1. 17·20 de marçoLisboa e Belém em 3 diasvocê está aqui
  2. 19 de marçoSintra, Cabo da Roca e Cascais
  3. 21–22 de marçoDois dias no Algarve
  4. 23 de marçoAlte e Évoraem breve
  5. 24 de marçoÓbidos e Nazaréem breve
  6. 25 de marçoCoimbra e Aveiroem breve
  7. 26·28 de marçoPorto (1): o rio e as pontesem breve
  8. 27·29 de marçoPorto (2): o litoral e as noitesem breve
  9. 30–31 de marçoUma noite em Bruxelasem breve
  10. TemaTransporte e preparação
  11. TemaComida

Os relatos dia a dia vão sair em ordem; os posts temáticos (transporte, comida) estão no fim da lista.

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