elsewheremostly · Laurentides, Quebec · bate-volta em 14 de dezembro de 2025, 31 de janeiro e 17 de julho de 2026
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Resumo Um bate-volta a Mont-Tremblant saindo de Montreal pode significar três lugares: a cidade, o parque nacional (floresta, lagos e trilhas para raquetes de neve) e a Vila de Pedestres do resort, sem carros (gôndola, pistas de esqui e lojinhas coloridas como balas). Fomos duas vezes ao parque no inverno e uma vez à vila no verão, sempre ida e volta no mesmo dia.
- Nossos três dias
- 14 dez.Parque nacionalbrincar na neve
- 31 jan.Parque nacionalraquetes de neve
- 17 jul.Vila e montanhatrilha
- EntradaO parque nacional cobra entrada (10,30 CAD por dia para adultos, cerca de R$ 38; gratuita até 17 anos). Entramos com o cartão anual dos parques nacionais de Quebec.A Vila de Pedestres, as trilhas e a gôndola gratuita Cabriolet, entre o estacionamento de baixo e a vila, não custam nada. A Gôndola Panorâmica até o topo é paga.
- ReservaNenhuma para o parque.A cama elástica bungee da vila funciona com lista de espera on-line no mesmo dia.
- Clima14 dez.: sol, de -17 a -10 °C, 8 horas e 38 minutos de luz do dia31 jan.: nublado, de -16 a -13 °C, 9 horas e 39 minutos de luz do dia17 jul.: sol, máxima perto de 25 °C à tarde
- QuemNo inverno, nós três: minha esposa, nosso filho, que está no ensino fundamental, e euEm julho, com meus pais, que vieram da Coreia, éramos cinco
- OndeParque nacional, centro de recepção do setor Pimbina: 2954 Route 125 Nord, Saint-Donat, QCVila de Pedestres de Tremblant (village piétonnier de Tremblant): 1000 Chemin des Voyageurs, Mont-Tremblant, QCCerca de duas horas de carro ao norte do centro de Montreal (mapa)
- Do BrasilVoo direto de São Paulo a Montreal, mais cerca de duas horas de carro (voo, visto, fuso e carro)
Sumário

No nosso primeiro inverno em Montreal, fui atrás de lugares ao alcance da cidade, e “Mont-Tremblant” aparecia sempre ao lado de fotos de lagos, floresta e uma vila colorida como uma caixa de balas. Um bate-volta a Mont-Tremblant parecia o plano certo.
Em casa, dizíamos sempre só “Mont-Tremblant”. O lugar aonde fomos duas vezes no inverno foi o Parque Nacional do Mont-Tremblant. A vila colorida das fotos só encontramos na terceira ida, em julho, com meus pais. O mesmo nome, dois lugares diferentes.
Bate-volta a Mont-Tremblant: são três lugares
Pesquise “Mont-Tremblant” e os resultados misturam três lugares. Decida aonde vai antes de sair e você não fica rodando à toa.
Mont-Tremblant: qual deles?
A cidade de Mont-TremblantOnde as pessoas moram
Parque Nacional do Mont-TremblantParc national du Mont-Tremblant · floresta e lagos, trilhas, raquetes de neve, canoagem
- O parque nacional é um parque natural administrado pela Sépaq, a agência de parques da província de Quebec. É grande o bastante para ter quatro entradas, uma por setor. Nas duas vezes entramos pelo setor Pimbina, do lado de Saint-Donat. Boa parte do próprio Mont Tremblant fica em terras do parque.
- A Vila de Pedestres Aos pés da estação de esqui de Tremblant há uma vila sem carros. O blog do próprio resort a chama de Vila de Pedestres (village piétonnier) (blog de Tremblant), e os carros ficam em estacionamentos fora dela. O resort é simplesmente “Tremblant”, e o noticiário local diz “à Tremblant”. Neste artigo chamo a vila de Vila de Pedestres de Tremblant para os três lugares não se confundirem.
Para chegar à vila, busque no Google Maps por “Tremblant” ou pelo endereço 1000 Chemin des Voyageurs, e não por “Mont-Tremblant”, que pode levar você ao parque ou à cidade. A vila e o centro de recepção do Pimbina ficam mais longe um do outro do que você imagina, cerca de 55 km.
Dezembro: nossa primeira vez no parque nacional
Era um domingo de meados de dezembro. A temporada das cores do outono já tinha passado, e os esportes de inverno ainda não tinham começado para valer, então era uma época meio de entressafra. Em compensação, tudo por onde passamos estava tranquilo.
A estrada nevada rumo ao norte
Quanto mais subíamos pela rodovia 15, mais brancos ficavam os morros e as árvores. A neve era bem mais profunda do que em Montreal.
Diziam que havia uma vila bonita
Tínhamos ouvido falar de uma vila bonita em Mont-Tremblant, então, antes do parque, paramos em Lac-Supérieur, ali perto. Era uma vila tranquila à beira de um lago, onde as pessoas moram. Bonita à sua maneira, mas não a das fotos. No começo, achei que fosse por causa do inverno, com tudo coberto de neve.
O lago parecia congelado por inteiro, mas a placa na margem ainda avisava para não pisar no gelo.

Almoçamos no Bistro Le Loch, à beira do lago: um hambúrguer com batata frita e salada, uma pizza e um prato infantil (tiras de frango empanado com batata frita), 72,79 CAD para nós três, com impostos e gorjeta. Pela janela, a paisagem coberta de neve era serena e linda; lá dentro, a lareira estava acesa.


Trezentos ou quatrocentos metros no setor Pimbina
O setor Pimbina é a entrada sudeste do parque, do lado de Saint-Donat. Da beira do lago foram mais 40 minutos, e estacionamos pouco antes das 15h.

Não chegamos longe no parque. Nosso filho ficou rolando na neve e abrindo trilhas com os pés, então andamos uns 300 a 400 metros no total.


Mesmo assim, a viagem e todo aquele branco bastaram para dar a sensação de termos saído da cidade. Fazia frio, mas todos nos sentimos à vontade.
Clima em Mont-Tremblant em 14 de dezembro
- Temperatura -17 a -10 °C: -17 °C às 8h, -10 °C às 14h, a hora mais quente
- Sensação térmica -16 a -14 °C ao meio-dia, mesmo com vento fraco
- Luz do dia 7h33 às 16h11 (8 horas e 38 minutos)
Naquele dia também aprendemos uma coisa. Mesmo no inverno o parque tem muitas rotas de esqui cross-country e de raquetes de neve, e, com equipamento, seria bem mais divertido. Decidimos que, da próxima vez, iríamos bem preparados para o inverno de Quebec.

Janeiro: de volta, de raquetes de neve
Dizem que o jeito de tornar o longo inverno um pouco menos maçante é sair de casa sempre que a temperatura estiver acima de -20 °C. No último sábado de janeiro estava um pouco mais ameno, então desta vez compramos raquetes de neve para a família toda com antecedência e voltamos ao setor Pimbina. Poderíamos ter subido o Mont Royal, na cidade, mas queríamos entrar um pouco mais na natureza.
Clima em Mont-Tremblant em 31 de janeiro
- Temperatura -16 a -13 °C: só 3 graus de diferença entre a manhã e o meio-dia
- Sensação térmica -19 a -17 °C quando o vento aumentou
- Luz do dia 7h22 às 17h01 (9 horas e 39 minutos)


Registro e escolha da trilha
O parque cobra entrada. Uma placa no centro de recepção diz que a autorização de acesso é obrigatória o tempo todo, e você pode pagar no posto de autorregistro (a caixa verde) ou no próprio centro. Como tínhamos o cartão anual, entramos direto.

Entrei no centro de recepção para tirar uma dúvida e puxei conversa em inglês, que me é um pouco mais familiar, porque queria perguntar e entender tudo direitinho. Um funcionário do parque me disse que ali era preciso falar francês. Caiu a ficha, mais uma vez: estávamos mesmo em Quebec.
A placa no início da trilha lista várias rotas para raquetes de neve, de pouco mais de 4 km, ida e volta, a mais de 11 km. Escolhemos a trilha L’Envol, que leva a um mirante, mas sem a intenção de ir até o fim. Afinal, da outra vez, tínhamos andado só 300 a 400 metros.


Neve profunda e fofa
A trilha das raquetes é batida bem no meio, e, se você ficar nela, até botas comuns servem. Dê um passo para fora da borda e você afunda. Na neve sem compactar, afundamos mesmo de raquete. Quando enfiei um bastão, ele entrou cerca de um metro.


A neve ali se acumula sem nunca ter chance de derreter, e é leve e fofa. Sobre placas, troncos caídos e uma pequena cabana, ela formava camadas altíssimas. Por mais que se apertasse nas mãos, não dava liga, então nosso filho, em vez de compactar a neve, foi esculpindo e aparando um bloco até fazer um boneco de neve.


Ouvimos dizer que ali vivem cervos, coelhos e raposas, mas não cruzamos nem com um esquilo ou um passarinho, tão comuns por aí. O que vimos foram pegadas, grandes e pequenas, por toda a neve, e ficamos tentando adivinhar de quem eram.
Nosso filho nem ligava para as mãos e os pés gelados, nem para o rosto ardendo de frio. Vê-lo assim me alegrou, mas também me preocupou: bastava tirar as luvas por um instante para fotografar e meus dedos ficavam dormentes.
Não chegamos ao fim da trilha. Demos meia-volta antes de escurecer e, já de saída do centro de recepção, ficamos um bom tempo parados no campo de neve diante de um abeto enorme.

Olhando o folheto no início da trilha, pensei que gostaríamos de voltar em outra estação, num dia claro, e percorrê-la até o fim.
Para as trilhas de inverno
Envio da China: imposto de importação e outras taxas podem ser cobrados na entrega no Brasil.
Julho: encontrando a vila das fotos
Nosso filho escreve o diário em inglês, e o daquele dia começou assim:
“If anyone asked when was my best trip to a Canadian mountain, it would be this one.”
Se alguém me perguntasse qual foi a minha melhor viagem a uma montanha do Canadá, eu diria que foi esta.
Meus pais vieram da Coreia para as férias de verão. Procurando um lugar para levá-los, percebi que a vila das fotos não era o parque nacional. Era a Vila de Pedestres de Tremblant.
Na saída de Montreal, paramos numa padaria de bagels. Cada padaria tem um sabor um pouco diferente, e esta é a nossa preferida: a casca parece um pouco mais laqueada e, ao mastigar, o bagel é adocicado. Meus pais também adoraram.

A mesma estrada em outra estação
Pegamos a mesma estrada de dezembro. Com neve e sem neve, ela parece dois lugares diferentes. Pouco mais de dois meses depois, no fim de setembro, aquela mesma pista de esqui estava vermelha, laranja e amarela. Naquele dia, a ideia era ver as cores do outono em Mont-Tremblant, mas saímos tarde e acabamos parando, mais perto, no lago Raymond, em Val-Morin. A estrada de Montreal para as Laurentides é bonita em todas as estações.



De Cabriolet até a vila
Do estacionamento de baixo até a vila subimos de Cabriolet, a gôndola aberta e gratuita. Telhados coloridos passavam sob nossos pés. Era a vila das fotos.
Hotéis, lojas e restaurantes se sucedem, bem juntinhos, encosta acima. Andar pelas vielas lembrou um pouco passear pelas ruas antigas da cidade de Quebec.


Abaixo da Cabriolet vimos vários hotéis do resort, com piscina. Dá para se hospedar bem ao lado das pistas e da vila: o Residence Inn Manoir Labelle, junto à estação da Cabriolet, o Westin Tremblant, no meio da vila, e o Fairmont Tremblant, no alto. A vila também reúne atrações para crianças, como o minigolfe sob a gôndola.


Para dormir uma noite na Vila de Pedestres
Se o bate-volta parecer apertado, dá para dormir na vila e pegar a gôndola logo cedo. Não nos hospedamos nestes hotéis.
Na vila acontecia um festival gratuito de música country. Os shows se sucediam no palco da praça e, à tarde, havia uma sessão de line dance.
Almoçamos rápido no carro. Desde que meus pais chegaram, vínhamos parando em parques para comer o lanche que levávamos de casa, mas naquele dia fomos direto à vila e, lá, não achamos um bom lugar para fazer piquenique.
A cama elástica bungee do nosso filho
Nosso filho foi uma vez na cama elástica bungee, em que você fica preso a cordas elásticas e pula bem alto. Custa 20 CAD por quatro minutos, com royalty e impostos à parte. De início, ficou com um pouco de medo, e o diário descreve assim o enjoo:
“During the start, I felt my stomach acid dance along with the food I had swallowed.”
No começo, senti o suco gástrico dançar junto com a comida que eu tinha engolido.

Lá no alto, numa das piruetas, chegou a cair de cabeça, mas no fim conseguiu dar três piruetas completas. Uma linha do diário conta a cara que ele fez ao fim dos quatro minutos:
“After 4 minutes passed, I was grinning ear to ear.”
Depois de 4 minutos, eu estava sorrindo de orelha a orelha.
A pé, julgando só pela altura que víamos
Atrás da cama elástica dava para ver o meio da encosta. Achamos que a subida fosse só até mais ou menos aquela altura, e a família toda concordou que, assim, dava para ir a pé. Então, em vez da gôndola, começamos a subir o Mont Tremblant pela trilha ao longo da pista de esqui, sob o teleférico de cadeiras. Não éramos os únicos a pé.

Mas, subindo, vimos que o que se via lá de baixo não era tudo: o topo ficava bem mais alto. As placas da trilha quase nunca dizem quanto falta, então perguntamos a quem descia. Eu achava que já estávamos quase lá, mas disseram que não tínhamos feito nem metade do caminho.
Saímos por volta das 13h06, a uns 270 m de altitude, e, com muitas pausas pelo caminho, levamos mais de duas horas e meia até o topo, a pouco mais de 860 m de altitude. Foram quase 600 m de desnível.


O percurso foi mais longo do que esperávamos, e a água acabou rápido (não há loja no caminho, então leve bastante). No diário do nosso filho, ficou assim:
“Even water was sacred, so we forced ourselves to only savor a few drops.”
Até a água era sagrada, então nos obrigamos a saborear só umas gotas.
Em compensação, foi divertido. Nosso filho achou uma planta carnívora pegajosa e um sapo, e recuperamos o fôlego numa nascente de água limpa pelo caminho. No capim sob o teleférico de cadeiras havia morangos silvestres. Provei um: era docinho e muito gostoso.

Para subir a encosta a pé
Envio da China: imposto de importação e outras taxas podem ser cobrados na entrega no Brasil.
No topo
A vista lá de cima era deslumbrante. Talvez tenha sido ainda melhor porque suamos para chegar até ali. Uma paisagem dessas que só se veem em folhetos de viagem se estendia a perder de vista lá embaixo, e todos ficamos de queixo caído. Era natureza em estado puro.

No topo há um terraço escalonado com bancos e cadeiras vermelhas, e as pessoas descansavam, cada uma sentada num canto.


Descida de gôndola: voto unânime
Para a descida, todo mundo concordou na hora em pegar a Gôndola Panorâmica (Télécabine panoramique). Compramos cinco passagens só de ida no topo: 77,00 CAD para os cinco, 15,40 CAD cada, com royalty e impostos. Passagem só de ida não tem desconto infantil. O caminho que levamos mais de duas horas e meia para subir, descemos em menos de 15 minutos.


Foi confortável, mas nosso filho preferia a trilha:
“There were also no berries and no frogs. Thus, I regretted riding the capsule.”
Também não havia frutinhas nem sapos. Por isso, me arrependi de descer na cápsula.
De volta lá embaixo, todos concordamos: apesar do cansaço, a lembrança da subida a pé era muito boa. Deu para aproveitar o clima e a paisagem com calma.
O lago visto da gôndola, de barco
Não fizemos este passeio.


Uma volta pela vila e o taffy de bordo
Depois da gôndola demos uma volta pela vila. Lojinhas e restaurantes margeiam a encosta, e havia muito para ver. Na praça, chegamos a dançar no meio do pessoal do line dance.

No ponto mais alto da vila, bem debaixo das pistas de esqui e da gôndola, fica o Fairmont Tremblant. Pertence à mesma rede Fairmont do Château Frontenac, na cidade de Quebec, e do Château Laurier, com jeito de castelo, em Ottawa.
O taffy de bordo na neve (tire sur la neige) é xarope de bordo quente derramado sobre a neve e enrolado num palito. Costuma ser um doce da época da colheita do xarope, na primavera, então foi bom ver a vila vendendo também no verão. A cidade de Quebec também tem lojas que vendem o ano todo.


Quem vende é a Cabane à Sucre de la Montagne, dentro da vila: 3 CAD cada. Compramos um. Mesmo no verão, o gosto era o mesmo. Nosso filho já tinha provado uma vez no inverno, antes de meus pais virem. Se quiser levar um pedaço dessa experiência para casa, o xarope de bordo é a lembrança clássica que se compra no Canadá.
A volta para casa
Saímos da vila rumo ao lago Mercier (Lac Mercier), do lado da cidade, para uma parada rápida. Do outro lado do lago, cheio de veleiros, aparecia a montanha que tínhamos acabado de descer de gôndola.

No caminho de volta, jantamos caranguejo no Buffet des Continents, em Saint-Jérôme.

Como o nome diz, tem pratos de vários continentes, e a comida é bem razoável, então vamos lá de vez em quando. De sexta a domingo à noite, o caranguejo-das-neves é à vontade. Crianças de até 12 anos comem de graça com um adulto (uma criança por adulto); aos sábados à noite, de 5 a 12 anos pagam cerca de metade.
O que saber antes de ir
Os parques nacionais de Quebec e o cartão anual
Em Quebec, um “parc national” é um parque provincial, criado pela província e administrado pela Sépaq, a agência de parques de Quebec. Não é um dos parques nacionais federais do Canadá, então, ao contrário do passe anual dos parques nacionais dos EUA, o cartão não vale no país inteiro: só nos cerca de 20 parques nacionais da Sépaq em Quebec. Em compensação, Quebec tem muitos parques lindos.
Quando fomos pela primeira vez ao Parque Nacional de Oka, minha esposa e eu compramos, cada um, o cartão anual de todos os parques. Eu não tinha certeza de que valeria a pena, mas depois do inverno usamos bastante na primavera e no verão em Oka, Mont-Orford, Yamaska, Miguasha, na ilha Bonaventure e em Grands-Jardins. Nosso filho entra com o cartão de um dos pais.
Nas praias com salva-vidas, como a de Mont-Orford, o estacionamento da praia é cobrado à parte na temporada, com desconto para quem tem o cartão (25%, segundo a página oficial). Aceitaram tanto o cartão físico quanto o cartão salvo no celular.
| Item | Detalhes |
|---|---|
| Acesso por dia | Adultos 10,30 CAD, gratuito até 17 anos (desde maio de 2026) |
| Cartão anual, todos os parques | Adultos 93,00 CAD, 12 meses, estacionamento incluído (com algumas exceções) |
| Cartão anual, um parque | Adultos 51,50 CAD |
| Crianças | Grátis. O cartão anual de um adulto cobre a entrada das crianças que o acompanham. |
| Estacionamento de praia | Nas praias com salva-vidas (plage surveillée) de Mont-Orford, Oka e Yamaska, cobrado à parte na temporada; quem tem o cartão ganha 25% de desconto |
| Parques regionais | Administrados à parte da Sépaq; descontos só para moradores locais |
Segundo o site da Sépaq, consultado em 29 de setembro de 2026. Os preços podem diferir dos que pagamos.
Preços na vila
| Item | Preço (verão de 2026, CAD) |
|---|---|
| Cabriolet | Grátis (estacionamento de baixo ↔ vila) |
| Trilhas | Grátis |
| Gôndola Panorâmica | Ida e volta a partir de 33 CAD para adultos e de 22 CAD para crianças (5 a 12 anos) Só ida a partir de 13 CAD em qualquer idade (sem desconto infantil) |
| Cama elástica bungee | 24 CAD adultos, 20 CAD crianças (3 a 12 anos), cerca de 4 minutos por vez, lista de espera on-line no mesmo dia |
Segundo o site de Tremblant, consultado em 29 de setembro de 2026. Um royalty de 3% e os impostos são somados a todos os preços. O painel de preços no local mostrava ida e volta a partir de 34 CAD para adultos.
Palavras em francês que valem a pena conhecer
- accueil
- O centro de recepção do parque, onde você estaciona e se registra
- sentier
- Trilha
- belvédère
- Mirante
- raquette
- Raquete de neve. Nas placas das trilhas, as rotas para raquetes são marcadas com o pictograma de uma raquete.
- télécabine
- Gôndola
- tire sur la neige
- Taffy de bordo: xarope de bordo quente derramado sobre a neve
O que gastamos no verão
Isto foi o que quatro adultos e uma criança gastaram em 17 de julho. O almoço foi levado de casa.
| Onde | O quê | Valor (CAD) |
|---|---|---|
| R.E.A.L Bagel | Bagels | 23,25 |
| Vila de Pedestres de Tremblant | Gôndola Panorâmica, cinco passagens só de descida | 77,00 |
| Cama elástica bungee (uma vez, criança) | 23,68 | |
| Buffet des Continents | Jantar à vontade (quatro adultos, criança grátis) | 183,92 |
Segundo extratos do cartão e nosso registro da viagem. Os valores incluem impostos; transporte não incluído. A comida varia muito de uma família para outra, então use como referência aproximada. Soma: 307,85 CAD, cerca de R$ 1.130 (taxa de referência do BCE de 30 de setembro de 2026, 1 CAD = cerca de R$ 3,67, valor arredondado).
Roupas de inverno e luz do dia
Mesmo agasalhado, você vai sentir frio. O certo seria dizer “menos frio”, e não “quentinho”. Bastava um pouco de vento para a sensação térmica cair a -19 °C. Tire as luvas por um instante e os dedos ficam dormentes, então use por baixo uma luva interna fina, que funcione no touchscreen do celular. Assim você tira só a luva de fora para fotografar.
Os dias também são curtos. Em meados de dezembro o sol se pôs às 16h11 (8 horas e 38 minutos de luz do dia). Depois de duas horas de carro desde Montreal, sobra menos tempo no parque do que você imagina, então planeje dar meia-volta, em qualquer trilha, uma hora antes de escurecer.
Trilha no verão: leve bastante água
No Mont Tremblant, o que pesa é a altura, não a distância: da base ao topo são quase 600 m de desnível, e não há loja para comprar água no caminho. Se for a pé, leve bastante.
Para descer, recomendo a gôndola só de ida. Se a ideia é só apreciar a vista do topo sem esforço, a gôndola de ida e volta é, sem dúvida, a opção mais cômoda. Subir a pé foi muito gratificante, mas também muito cansativo. Se fôssemos de novo, provavelmente pegaríamos a gôndola também na subida.
Perguntas rápidas
O Parque Nacional do Mont-Tremblant e a Vila de Pedestres de Tremblant são o mesmo lugar?
Não. O parque nacional é um parque natural administrado pela Sépaq. A vila colorida com a gôndola é a Vila de Pedestres de Tremblant. No Google Maps, busque por “Tremblant”, e não por “Mont-Tremblant”.
Dá para ir no inverno sem raquetes de neve?
Dá. Nós usamos raquetes, mas muita gente caminhava de botas comuns. Só tome cuidado nas bordas da pista batida, onde você pode afundar muito. Também dá para alugar raquetes (pago) no centro de recepção Pimbina (Poste d’accueil Pimbina-Saint-Donat).
Dá para subir o Mont Tremblant a pé?
Dá. As trilhas são gratuitas. Num ritmo tranquilo, com paradas, levamos mais de duas horas e meia da base ao topo (quase 600 m de desnível), e descemos com uma passagem de gôndola só de ida (a partir de 13 CAD, com royalty e impostos à parte). A passagem de descida também pode ser comprada no topo.
Quanto tempo leva de Montreal?
Cerca de duas horas de carro. Em julho saímos de Montreal por volta das 9h e chegamos à vila um pouco antes das 11h. Se você não tem carro, dá para ir num tour de um dia saindo de Montreal.
Vale a pena?
- O que éDuas horas ao norte de Montreal. O parque nacional (floresta e lagos), a Vila de Pedestres (gôndola, pistas de esqui, lojinhas e restaurantes) e a cidade são lugares separados.
- Combina comO parque nacional, se você quer trilhas tranquilas, raquetes de neve ou esqui cross-country. A Vila de Pedestres, se quer clima de cidade de resort e vistas de gôndola.
- Melhor parteA neve profunda e fofa na floresta de inverno e, no verão, os morangos silvestres e o sapo que achamos na subida pela encosta, e depois a vista do topo.
- Ponto fracoSe tivéssemos pesquisado melhor, teríamos rodado menos à toa, e foi em parte por isso que escrevi este artigo. Na subida a pé, não sabíamos quanto faltava.
- CustosInverno: coberto pelo nosso cartão anual (93 CAD por adulto, todos os parques). Verão: 15,40 CAD por pessoa pela gôndola só de descida, com royalty e impostos. Com comida, depende das suas escolhas.
- Da próxima vezOutra estação, um dia claro e a trilha L’Envol até o mirante.
Um inverno caminhando de raquetes por trilhas nevadas, um verão suando encosta acima atrás de morangos silvestres. Sob o mesmo nome, Mont-Tremblant, passamos dias completamente diferentes a cada estação.
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| Lugar | Endereço |
|---|---|
| Parque nacional, centro de recepção do setor Pimbina | 2954 Route 125 Nord, Saint-Donat, QC J0T 2C0 · site oficial · 138 km de Montreal |
| Vila de Pedestres de Tremblant village piétonnier de Tremblant | 1000 Chemin des Voyageurs, Mont-Tremblant, QC J8E 1T1 · site oficial |
| Bistro Le Loch | 2212 Chemin du Lac-Supérieur, Lac-Supérieur, QC · todos os dias, das 11h às 21h30 · site oficial |
| Buffet des Continents (Saint-Jérôme) | 365 rue Lamontagne, Saint-Jérôme, QC · jantar de segunda a quinta 33,99 CAD, de sexta a domingo 39,99 CAD · crianças até 12 anos grátis com um adulto (de 5 a 12 anos pagam cerca de metade aos sábados à noite) · site oficial |
Os dois lugares ficam ao norte de Montreal, pela rodovia 15. A Vila de Pedestres se alcança pela Route 117, e o setor Pimbina pela Route 125, do lado de Saint-Donat. O parque tem um centro de recepção diferente para cada setor, então digite o endereço do setor para onde você vai.
Do Brasil: voo, visto, fuso e carro
- O voo. Segundo o FlightConnections (consultado em 1º de outubro de 2026), a Air Canada é a única companhia com voo direto de São Paulo (GRU) a Montreal (YUL), com cerca de quatro voos por semana e pouco mais de 10 horas de voo. Frequência, dias e horários variam conforme a temporada: confira as datas antes de planejar a viagem.
- O visto. Em geral, brasileiros precisam de visto de visitante para entrar no Canadá. A autorização eletrônica de viagem (eTA, 7 CAD) só vale para quem teve um visto de visitante canadense nos últimos 10 anos ou tem um visto de não imigrante dos EUA válido no dia do pedido, e apenas para chegada de avião. Confira a sua situação no site oficial do governo canadense (em inglês e francês) antes de comprar a passagem, e use só esse site. Se precisar pedir o visto, comece com bastante antecedência.
- O fuso horário. O horário de Brasília (o mesmo de São Paulo) fica 1 hora à frente de Montreal enquanto vale o horário de verão da América do Norte (de 8 de março a 1º de novembro de 2026) e 2 horas à frente no resto do ano, porque o Brasil não adota horário de verão desde 2019. Os dias de inverno deste artigo (14 de dezembro e 31 de janeiro) têm diferença de 2 horas; o de verão (17 de julho), de 1 hora.
- O carro. Quem chega de avião pode alugar o carro direto no aeroporto Montréal-Trudeau (YUL). Segundo a SAAQ, órgão de Quebec responsável por habilitação e trânsito, o visitante pode dirigir por até seis meses seguidos com a habilitação estrangeira, desde que ela esteja válida e autorize o tipo de veículo usado. Se a habilitação não estiver em inglês nem em francês, a SAAQ recomenda tirar a permissão internacional para dirigir antes de viajar, qualquer que seja o tempo de estadia, e exige a permissão de quem fica mais de seis meses para continuar dirigindo, sempre com os dois documentos. Locadoras podem ter regras próprias, então confirme com a empresa. De 1º de dezembro a 15 de março, a lei de Quebec exige pneus de inverno nos veículos registrados na província, o que inclui os de locadora. Dirige-se pela direita, como no Brasil.
- Impostos e gorjetas. Em Quebec, os preços exibidos geralmente não incluem impostos: no caixa soma-se cerca de 15% (5% de TPS e 9,975% de TVQ). Em restaurantes com serviço à mesa, a gorjeta costuma ser de 15% a 20%.
Voo e carro
Para comparar preços de voos para Montreal e de aluguel de carro no aeroporto.
De Montreal a Mont-Tremblant sem carro
De carro é mais fácil. Sem carro, dá para ir e voltar num tour. Não fizemos este tour.
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Fontes
- Sépaq: informações do Parque Nacional do Mont-Tremblant (centros de recepção por setor, distância de Montreal, aluguel de raquetes de neve no inverno)
- Sépaq: tarifas dos parques nacionais (acesso por dia 10,30 CAD para adultos, gratuito até 17 anos)
- Sépaq: cartão anual (todos os parques 93,00 CAD, um parque 51,50 CAD, crianças, estacionamento incluído)
- Sépaq: vantagens do cartão anual (25% de desconto no estacionamento das praias com vigilância de Mont-Orford, Oka e Yamaska)
- Wikipedia: National Parks of Quebec (parques provinciais administrados pela Sépaq)
- Tremblant: Gôndola Panorâmica (preços de ida e volta e só ida no verão de 2026)
- Tremblant: royalty (3% do preço)
- Tremblant: cama elástica bungee (preço, 4 minutos, idades, lista de espera)
- Tremblant: trilhas (gratuitas, passagens de descida vendidas no topo)
- Tremblant: dados da montanha (topo a 875 m, desnível de 645 m)
- Fairmont Tremblant (ao pé da montanha, ligado à vila e aos teleféricos)
- Environment and Climate Change Canada, clima passado, estação MONT-TREMBLANT (Climate ID 7045335), dados horários de 14/12/2025, 31/01/2026 e 17/07/2026, incluindo sensação térmica
- Nascer e pôr do sol: cálculo astronômico para Mont-Tremblant (46,2° N)
- Distância entre a Vila de Pedestres e o centro de recepção do Pimbina: cálculo de rota do OSRM (cerca de 55 km por Lac-Supérieur e Chemin du Nordet)
- Bistro Le Loch: contato (endereço, horários)
- Buffet des Continents, Saint-Jérôme (endereço, preços)
- Governo do Canadá: requisitos de entrada por país (Brasil: visto de visitante; página atualizada em 31/07/2026) e elegibilidade ao eTA (atualizada em 27/07/2026), como pedir o eTA (7 CAD)
- FlightConnections: GRU–YUL (Air Canada, cerca de 4 voos por semana, 10h10; consultado em 1º de outubro de 2026)
- timeanddate: horário de verão no Brasil (sem horário de verão desde 2019, Brasília em UTC-3)
- SAAQ: habilitações emitidas fora de Quebec (seis meses seguidos; permissão internacional recomendada se a habilitação não estiver em inglês nem em francês, e exigida acima de seis meses)
- Governo de Quebec: pneus de inverno (de 1º de dezembro a 15 de março)
- Taxa de referência do BCE de 30 de setembro de 2026 (1 CAD = cerca de R$ 3,67, valores em reais arredondados)
- Fotos no local: placa da trilha do Pimbina, painel informativo da L’Envol, placa de acesso, painel de preços da gôndola de Tremblant, cronograma do “New Country”, placa do taffy de bordo
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